Por que continuamos assistindo a filmes e séries que já vimos?

É inegável que nossos gostos são parte de quem nós somos, e nossas preferências por filmes e séries também são parte de nós. Por isso, muito se fala sobre filmes e séries e muito se opina sobre eles.

Não é incomum que as pessoas falem sobre suas preferências, nem que procurem alguém que tenha preferências semelhantes. Essa, inclusive, é uma condição bem comum na nossa sociedade; isso explica bastante o porquê de muitos revisitarem os filmes e séries já assistidos.

Ao reassistir a uma série ou filme, não é preciso se adaptar ao novo, nem sair da mesmice do que chamam de “zona de conforto”. Basta apenas reviver uma experiência, ressentir um sentimento, uma emoção; recuperar uma lembrança. Ou seja, é suficiente e cômodo.

Diferentemente disso, ver um novo filme ou série exige expectativa ao invés de apenas lembranças; exige abertura emocional ao invés de sentir o mesmo; necessita de afinidade com uma nova história e novos personagens ao invés de apenas reviver uma experiência. Essas são ações que custam bastante para muitos.

Por outro lado, muitas pessoas buscam apenas conexão emocional — apenas relembrar e sentir novamente uma emoção ou sentimento com a arte, refugiar-se do mundo e de sensações indesejáveis quando o mundo e a vida apertam.

Em ambos os sentidos, a arte cumpre seu papel: “a arte não se basta”. São as experiências pessoais de quem a consome que a tornam o que é — uma das melhores ferramentas humanas criadas para viver. Portanto, independentemente de ser para viver novas experiências ou revisitá-las, a arte continuará sendo arte, pois o sentir diante dela ainda existirá.

Deixe um comentário